sábado, 8 de novembro de 2025

Prefeito Samuel veta projeto do Vereador Pécori sobre prevenção ao assédio e à violência sexual nas escolas

O prefeito Samuel Moreira da Silva Júnior vetou integralmente o Projetode Lei nº 72/2025, que previa a criação da Campanha de Conscientização e Prevenção ao Assédio e à Violência Sexual nas Escolas da Rede Municipal de Ensino. A proposta, de autoria do Legislativo, tinha como objetivo instituir ações permanentes de prevenção, capacitação de profissionais da educação e sensibilização dos alunos sobre o tema.

Em documento encaminhado à Câmara Municipal, o chefe do Executivo justificou o veto total alegando que o projeto “invade a competência privativa do Poder Executivo”, ao propor obrigações à Secretaria Municipal de Educação e determinar ações administrativas sem iniciativa do próprio Executivo. O prefeito também argumentou que a medida poderia causar “sobreposição de ações e comprometer a autonomia pedagógica das escolas”.

O vereador Jefferson Pécori criticou a decisão, afirmando que o veto “ignora a urgência de políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes”. Segundo ele, o projeto “não interferia na gestão administrativa da prefeitura, mas visava garantir um ambiente escolar mais seguro, acolhedor e livre de qualquer forma de violência”.

Lamentamos profundamente que uma proposta com objetivo tão nobre tenha sido barrada por uma interpretação burocrática. A prevenção ao assédio e à violência sexual deve ser uma prioridade em qualquer gestão comprometida com a educação e com a infância”, declarou Pécori.

O texto vetado não previa despesas adicionais diretas, mas determinava que a Secretaria de Educação promovesse ações de conscientização, formação continuada e campanhas educativas durante o ano letivo.

Agora, o veto será analisado nesta segunda-feira (10/11) pelos vereadores, que poderão mantê-lo ou derrubá-lo. Caso a Câmara decida pela derrubada, o projeto passa a valer mesmo sem a sanção do prefeito.

Enquanto isso, a campanha de prevenção ao assédio nas escolas — considerada essencial por Pécori — segue sem previsão para sair do papel.