quarta-feira, 26 de junho de 2019

Cassação de Fantin (PSDB) precisa de voto de 9 vereadores: apadrinhado de Samuel Moreira é indiciado por corrupção, fraude e formação de quadrilha



Nesta quinta-feira (27/06) a Câmara Municipal de Registro convocou Sessão Extraordinária para votar o pedido de cassação do Prefeito Gilson Fantin (PSDB). O relatório final da Comissão Processante foi apresentado nesta terça-feira (25/06) e nele se reconhece a procedência e possibilidade de cassação do mandato do Prefeito. 

Para efetivar a cassação do Prefeito Gilson Fantin será preciso de 9 dos 13 votos da Câmara Municipal. Segundo informações extra-oficiais, 7 vereadores já se posicionaram favoravelmente à cassação de Fantin, são eles: 

- Sandra Kennedy
- Everton Adorno
- Fábio Cardoso
- Gerson Teixeira
- Rafael Freitas
- Roberto Stuchi
- Vander Lopes

Os vereadores que ainda não se posicionaram a favor da cassação de Fantin, são: 

- Marcelo Comeron
- Inês Kawamoto
- Heitor Sansão
- Célio
- Gilvan Mendonça
- Cristiano Oliveira

Será um momento impar na história política da cidade de Registro. Poderá se efetivar a cassação do único prefeito da história de Registro que virou um caso de polícia, acusado de corrupção, formação de quadrilha e fraude em licitações. 

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Saiu o relatório da Polícia Federal: Fantin (PSDB) poderá ser preso e/ou cassado



Os vereadores de Registro receberam em mãos da delegada da Policia Federal Melissa Maximino Pastor o relatório da Operação Prato Feito concluiu pelo envolvimento de Gilson Fantin, Simone Patrícia e Luciano Miyashita por corrupção passiva, fraudes à licitações e integrar organização criminosa no período de 2014 a 2018. 

O relatório agora segue para o Ministério Público que deverá aprovar e encaminha a justiça com a solicitação das medidas cabíveis. Segundo a opinião de advogados que foram consultados estes crimes certamente podem implicar no pedido de prisão e de cassação do mandato dos envolvidos.

Independente do processo que corre na justiça, a Câmara Municipal de Registro deverá decidir pela cassação do mandato do Prefeito Fantin. Resta saber qual será a posição dos 6 vereadores (Cristiano Oliveira, Marcelo Comeron, Dra. Inês, Célio da Farmácia, Heitor e Primo) diante das provas e das conclusões do relatório.

terça-feira, 7 de maio de 2019

Fantin (PSDB) comete ilegalidade em licenciamento e Registro pode perder R$ 1 milhão, além da demolição da obra do CAPS




Valor gasto na obra, até o momento, chega a quase 1 milhão de reais.

Desde o final do ano passado a justiça determinou a interrupção das obras em razão da construção ter sido realizada em “área verde”. Além da paralisação, há o pedido de demolição das obras do Centro de Atenção Psicossocial (CAPS).

A obra, que é de responsabilidade do Governo do Estado de SP, só começou após o trâmite de autorização da Prefeitura, que contrariamente ao parecer da Cetesb, optou pelo processo de licenciamento chamado “via rápida”, tendo assim forjado a autorização para construção das obras. Deste modo, o governo Fantin autorizou a construção em “área verde”, o que é proibido e ilegal segundo as leis.

As obras se encontram em avançado estágio de desenvolvimento e o pedido do Ministério Público é pela interrupção e, também, pela demolição da construção, em razão das ilegalidades ambientais apontadas no processo. Já foram investidos mais de R$ 900 mil nas obras do CAPS e o erro cometido pelo governo de Fantin pode causar um enorme dano ao dinheiro público.

Além da questão central, que é a construção da obra em “área verde”, destaca-se, novamente, assim como no processo movido pelo Ministério Público sobre os cargos comissionados, ocorreu que o Governo Fantin perdeu o prazo judicial para recorrer, razão pela qual, o processo foi julgado à revelia – preliminarmente – e a obra paralisada. O pedido para demolição ainda será analisado, em seu mérito.

As informações detalhadas do processo de paralisação das obras do CAPS, a pedido do Ministério Público, podem ser acessadas no site do Tribunal de Justiça, com o número 1002539-62.2018.8.26.0495.

Bolsonaro corta recursos do Instituto Federal de Registro e ameaça continuidade de atividades do Campus



Na última sexta-feira (03/05), o governo de Jair Bolsonaro anunciou um corte de 30% no repasse de recursos para todas as universidades e institutos federais do Brasil. 

Em Registro, no Instituto Federal de Registro aconteceu nesta segunda-feira (06/05) um ato contra o corte de recursos. Na ocasião, além de várias falas de estudantes, o Diretor do Campus, Walter Varella, afirmou: "Nós temos aqui uma quantidade de jovens, todos alunos do Vale do Ribeira, eles não estão pedindo nada, a não ser uma educação de qualidade e a manutenção desse campus. Todo o Vale do Ribeira é beneficiado por esses alunos. Não a este corte absurdo."

Com este corte, os Institutos Federais ficarão sem dinheiro para água, luz, manutenção e materiais, universidades e institutos federais podem ter funcionamento inviabilizado. Para evitar prejuízo a alunos, instituições pedem que MEC reverta bloqueio orçamentário.

Se esta medida não for revertida, as consequências serão graves para o desempenho das atividades da universidade no segundo semestre de 2019. UFPR diz que despesas comuns, como contas de água e luz, serão diretamente atingidas pelo bloqueio.

A Universidade Federal do Pampa (Unipampa) comunicou que, com exceção da assistência estudantil, todas as demais ações tiveram valores bloqueados, somando mais de R$ 18 milhões. De acordo com a instituição, "o bloqueio destes valores e, se posteriormente traduzidos em cortes, inviabilizarão o funcionamento de vários serviços da universidade".

O reitor da Universidade Federal de Goiás (UFG), Edward Madureira, disse, em entrevista à rádio da instituição, que em um orçamento já insuficiente para fazer face aos compromissos, um corte de 30% decreta a "absoluta inviabilização do funcionamento da universidade".

A UFBA verificou a existência de um bloqueio de 30% da verba destinada ao pagamento de despesas ordinárias, como água, energia, telefone, manutenção de espaços e equipamentos e pagamento de pessoal terceirizado. O valor bloqueado é de R$ 37,3 milhões e, se for confirmado, "terá impacto significativo no funcionamento da universidade até o final de 2019", informa a entidade em nota.

A Universidade Federal Fluminense (UFF) também contatou o bloqueio de 30% dos recursos disponíveis para manutenção das atividades, como bolsas e auxílios a estudantes e despesas fixas, como água, luz, limpeza e segurança. De acordo com a entidade, "se confirmada, esta medida produzirá consequências graves para o pleno funcionamento da universidade".

O Conselho de Administração da UnB manifestou "profunda apreensão" com o bloqueio de 30%. "Restringir ainda mais os recursos de custeio impossibilitará a universidade de realizar pagamentos de serviços básicos de manutenção, tais como água, luz, limpeza e segurança, bem como de adquirir insumos e suprimentos essenciais para laboratórios, podendo causar graves prejuízos à formação dos estudantes e às atividades de ensino, pesquisa e extensão, a partir do segundo semestre de 2019”, informou em nota.

terça-feira, 30 de abril de 2019

Fantin (PSDB) deixa artesãos sem teto no Mercado Municipal durante reforma do telhado



O Prefeito Fantin (PSDB) e o Secretário de Cultura, Carlos Alberto Pereira Junior, agiram de forma totalmente irresponsável e deixaram os membros da Associação Arte da Terra sem lugar para continuar o seu trabalho durante a reforma do telhado do Mercado Municipal. 

A Prefeitura teve mais do que tempo suficiente para pensar em alternativas. O que ocorreu é que, mais uma vez, Fantin demonstrou toda sua insensibilidade com as pessoas. É um desgoverno total! 

Desde o dia 21 de abril de 2019, as atividades do Mercado Municipal foram encerradas por motivo de obra. Os membros da Associação tentaram diálogo com o Secretário da Cultura que os ignorou e não compareceu em reunião para discutir um local futuro para os artesãos continuarem o seu trabalho. 

Manifestamos todo o nosso repúdio ao desrespeito, por parte do governo Fantin ao direito ao trabalho, enquanto elemento fundamento para a dignidade da pessoa humana. É um absurdo, injustificável e inqualificável a maneira como Fantin vem tratando os trabalhadores em Registro. 

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Bolsonaro quer acabar com remédio e tratamento de saúde gratuitos: serão os impactos da Reforma da Previdência



Reportagem do Portal "O Dia". Disponível no link.

Especialistas advertem que a PEC6, em tramitação no Congresso, além de interferir no Judiciário quer limitar os direitos dos trabalhadores

A Reforma da Previdência do governo Bolsonaro restringirá a distribuição gratuita de remédios do Sistema Único de Saúde (SUS) determinada por decisões judiciais. A Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6 que tramita na Câmara modifica o parágrafo 5º do Artigo 195 da Constituição que trata do orçamento da Seguridade Social. 

Com a nova redação prevista para a lei, o governo inclui na regra que nenhum benefício ou serviço pode ser criado ou estendido "por ato administrativo, lei ou decisão judicial, sem a correspondente fonte de custeio total". Além disso, impede que aposentados reivindiquem adicionais ou revisões na Justiça.

Segundo o advogado da Federação das Associações de Aposentados do Rio (Faaperj), Guilherme Portanova, a medida engessará o Poder Judiciário, que não poderá mais atender a pedidos de doação de medicamentos em sentenças. "Com a alteração, o governo engessa o Judiciário", afirma.

De acordo com o advogado, "ao proibir que o Judiciário estenda direitos não previstos expressamente em lei, a PEC 6 acaba com a figura da grande invalidez, que é o acréscimo de 25% no benefícios de aposentados que necessitam de ajuda de terceiros para as tarefas diárias".

Portanova lembra que o direito foi reconhecido no fim de 2018 em recurso repetitivo na Primeira Sessão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que o estendeu a todas as modalidades de aposentadoria e não só para a de invalidez, conforme previsto em lei.

Mas como o INSS não repassou o adicional aos demais aposentados que necessitam da ajuda de terceiros, embora precisem de cuidados, muitos têm recorrido à Justiça.

"Com a PEC em vigor, o STJ não poderia ter concedido o direito com base neste artigo. Este tema, inclusive está suspenso por decisão do STF, que julgará o mérito", acrescenta João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados.

Além desses impedimentos, a reforma cria idade mínima de 62 anos (mulheres) e 65 (homens) pedirem aposentadoria, amplia o tempo de contribuição a 40 anos para o segurado do INSS receba benefício integral. A PEC acaba com acúmulo de pensão por morte e aposentadoria, reduz benefícios e limita o pagamento do abono do PIS/Pasep.

Decisões judiciais serão inviabilizadas

A alteração da redação do Artigo 195 da Constituição por meio da Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 6, que trata do orçamento da Seguridade Social, vai impactar diretamente a distribuição de medicamentos de alto custo pelo Sistema Único de Saúde (SUS) determinada pela Justiça. Isso aconteceria justamente pelo fato de o Judiciário ficar impedido de prover ou ampliar um benefício que não tenha fonte de custeio.

"A decisão judicial que manda dar medicação de alto custo fica inviabilizada por não ter fonte de custeio prévia", adverte João Badari, do escritório Aith, Badari e Luchin Advogados. "Na prática, as ações contra a União, estados e municípios que reivindicam medicação do SUS seriam fulminadas", complementa Guilherme Portanova, da Federação dos Aposentados.

Para Badari, essa decisão fere o direito fundamental à saúde do cidadão. "Como uma pessoa que não tem dinheiro para comprar medicamento vai sobreviver?", questiona.

"Quem conhece um pouco de Direito Previdenciário, sabe que essa regra é direcionada ao legislador e ao administrador público e jamais poderia ser aplicada ao magistrado que atua no caso concreto", avalia Portanova. Ao que Pauline Navarro, do escritório Vargas e Navarro Advogados, complementa: "O novo texto força uma interpretação fria da lei".

Outros benefícios do INSS podem não ser concedidos

Outros benefícios que têm sido concedidos judicialmente, também podem estar com os dias contados caso a Reforma da Previdência seja aprovada no Congresso. O alerta é de Adriane Bramante, presidente do Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBDP).

"A PEC vai influenciar todas as ações que o juiz entenderia ser possível criar, majorar ou estender benefícios previdenciários", acrescenta.

Como exemplo a especialista cita o auxílio-doença parental. "A mãe que teve uma criança que nasceu doente. Ela precisará ficar no hospital com ela mais tempo do que aquele do salário-maternidade. Existem algumas ações na Justiça (poucas, mas têm), que concedem o auxílio-doença parental. Com a alteração da lei, isso também muda", diz.

Ela acrescenta que muitas leis foram editadas após casos reais. "O salário-maternidade para adotante, por exemplo, é uma lei relativamente recente. Ela foi publicada após diversas decisões judiciais concedendo. É a necessidade social que nasce do caso concreto", explica.

Mais de 23 milhões ficarão sem o PIS/Pasep

Um outro ponto criticado por especialistas é a redução do limite para quem recebe o abono do PIS/Pasep. Esse item, que não trata do sistema previdenciário, foi mais um que acabou apresentado como "contrabando" na reforma de Bolsonaro. Atualmente, o abono salarial é pago para quem ganha até dois salários mínimos.

A reforma propõe que o benefício ficará restrito aos trabalhadores da iniciativa privada e aos servidores públicos que ganham até um salário mínimo de remuneração mensal. Com a mudança, 23,4 milhões de trabalhadores, privados e funcionários públicos de baixa renda, devem perder o direito ao benefício, que chega a R$ 998 por ano.

Hoje para receber o abono, o cidadão deve ter trabalhado com registro formal por pelo menos 30 dias no ano-calendário de referência, tendo recebido até dois salários mínimos, em média. Também é preciso estar inscrito no programa PIS/Pasep há, no mínimo, cinco anos. A Caixa Econômica Federal paga o PIS a trabalhadores da iniciativa privada, e o Banco do Brasil libera o Pasep aos servidores.

É bom lembrar que o trabalhador que perde o prazo de saque do abono salarial fica sem o dinheiro, que vai para o FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador). Porém, já houve casos de empregados que conseguiram na Justiça o direito de receber o dinheiro após o fim do prazo.

Viva Leite: Fantin (PSDB) excluiu mais de 2 mil crianças, entre dezembro/2018 e fevereiro/2019.

Imagem disponível em: http://www.acidadevotuporanga.com.br/local/2015/07/programa-vivaleite-possui-novas-regras-a-partir-de-hoje-n25709